Os consumidores estão cansando da IA no atendimento? O que os dados mostram e o que isso significa para 2026
- isismmarcelino
- há 5 dias
- 3 min de leitura
Nos últimos anos, as empresas correram para automatizar tudo: Atendimento, suporte, FAQs, vendas, relacionamento, até mensagens de pós-compra.
A aposta parecia óbvia: Mais velocidade, menos custo, mais escala.

Porém, 2024 e 2025 deixaram um alerta vermelho aceso: Os consumidores não estão felizes com isso. E agora que chegamos em 2026, uma tendência fica clara:
O atendimento 100% automatizado está gerando fadiga, e as empresas que voltam ao atendimento humano têm vantagem competitiva real.
Os dados confirmam: As pessoas estão rejeitando atendimento feito só por IA
Uma pesquisa recente da Gartner mostrou um dado impactante:
64% dos consumidores preferiam que as empresas NÃO usassem IA no atendimento ao cliente.
E mais de 50% considerariam trocar de marca se descobrissem que o atendimento é totalmente automatizado.
Outro estudo, esse focado em experiência do consumidor, reforçou:
75% das pessoas preferem falar com um ser humano quando o problema é complexo.
E mais importante: clientes insatisfeitos com chatbots tendem a gastar menos e abandonar marcas com mais facilidade.
Ou seja:
Não é que a IA seja ruim.É que usarem a IA do jeito errado está prejudicando a experiência do consumidor.
O que realmente está irritando os consumidores?
Não é a tecnologia em si, é a falta de sensibilidade.
As principais queixas são:
Respostas genéricas
Mensagens que parecem recicladas e não resolvem nada.
“Não entendi sua pergunta, pode repetir?”
O clássico. O grande gerador de ódio.
Falta de empatia
Quando o cliente está em apuros, o chatbot não entende emoção, contexto, urgência.
Barreiras para falar com humanos
O famoso: “Digite 3 para voltar ao menu”.
Tudo isso cria o que chamamos de fadiga de IA, um cansaço crescente causado por interações artificiais demais.
Por que isso está acontecendo agora? Tendências para 2026
A virada para 2026 traz novas tendências em comportamento do consumidor:
Tendência 1 — As pessoas querem eficiência, mas também querem humanidade
A pandemia acelerou a digitalização…
Mas também aumentou a demanda por experiência personalizada + empática.
Tendência 2 — IA estará em tudo (literalmente)
O consumidor sabe que a IA está em todos os serviços, apps e empresas.
Isso torna o contato humano um diferencial premium.
Tendência 3 — A personalização será crítica para retenção
Empresas que usam IA de forma burra (genérica) vão perder clientes.
Empresas que usam IA de forma inteligente (com julgamento humano) vão crescer.
Tendência 4 — Atendimento híbrido será o padrão do mercado
As marcas vencedoras vão combinar:
IA para respostas rápidas e operacionais
Humanos para casos estratégicos, emocionais, complexos
É a união da velocidade da tecnologia + a empatia humana.
O retorno do atendimento humano, agora como diferencial
Sim, estamos vendo uma volta ao atendimento humano, mas de forma mais estratégica:
Empresas destacando “Atendimento 100% humano” como valor de marca.
Restaurantes, clínicas, e-commerce e até bancos usando o atendimento humano como argumento de diferenciação.
Consumidores valorizando marcas que “tratam como gente, não como ticket”.
Em 2026, isso será ainda mais forte.
Quem apostar em empatia + tecnologia vai sair na frente.
5. O que isso significa para sua empresa na prática?
Aqui vão diretrizes claras para o cenário de 2026:
Não terceirize suas relações totalmente para a IA
Automatizar não é substituir. É apoiar.
Coloque a IA para resolver o simples, e o humano para resolver o importante
O consumidor quer rapidez, mas também quer acolhimento.
Treine sua equipe para lidar com situações emocionais e complexas
Isso será um diferencial competitivo.
E uma blindagem contra concorrentes que robotizaram demais.
Seja transparente quando a IA estiver falando
Isso reduz frustração. E aumenta confiança.
2026 será o ano do “tech + touch”
A tendência é clara:
As empresas exageraram na automação, e o consumidor está cobrando a conta agora.
O futuro não é IA contra humanos.
É IA + humanos.
A tecnologia acelera.
Mas quem fideliza é a experiência humana.
E a pergunta que fica é:
Sua empresa está preparada para equilibrar eficiência e empatia em 2026?




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